O Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) anunciou, na manhã do dia 27 de maio, que manterá suspensas as greves anteriormente decretadas, cuja suspensão expiraria no dia 26 de maio. A decisão, segundo comunicado do próprio sindicato, justifica-se pela atual indefinição política: o novo Governo ainda não tomou posse, tampouco apresentou ou aprovou seu programa.
Apesar de não estabelecer uma nova data para retomar os protestos, o SOJ reafirma que as greves continuam suspensas, e não encerradas. Segundo o sindicato, “a greve é a arma mais poderosa dos trabalhadores” e permanece como instrumento legítimo de reivindicação, sendo a suspensão apenas uma medida de prudência diante do momento político.
A nota do SOJ também reforça que a luta por melhores condições de trabalho permanece ativa, com destaque para a exigência de abertura de negociações em torno de temas sensíveis, como a criação de um regime especial de aposentação para os Oficiais de Justiça e a atualização do Estatuto da classe.
No entanto, a manutenção da suspensão foi alvo de críticas, especialmente por ter sido definida anteriormente com data fixa de encerramento, mesmo diante da possibilidade — já previsível — de não haver ainda um novo governo empossado até o final de maio. Essa decisão é vista por alguns como incoerente e passiva, alimentando o sentimento de frustração entre parte dos profissionais.
O comunicado aborda ainda outras informações de interesse da categoria, como a promessa da DGAJ de disponibilizar, até o final do mês, os dados referentes à reconstituição do período probatório — embora o sindicato alerte que essa divulgação poderá se limitar à publicação de um link no site oficial. Também foi confirmada a realização de um Movimento Extraordinário em julho, com colocações previstas para setembro, após a transição das carreiras programada para 30 de junho. Os novos valores salariais passam a valer após essa data.
Embora sem grandes novidades, a mensagem do sindicato foi bem recebida pelos Oficiais de Justiça, diante do silêncio informativo que já durava desde março. A publicação representa, ao menos, uma tentativa de retomar o diálogo com a base e esclarecer os próximos passos da luta sindical.

